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O mês de outubro é marcado ao redor do mundo pela campanha do Outubro Rosa, que surgiu na década de 1990, nos Estados Unidos, estimulando a discussão e prevenção contra o câncer de mama.

O Instituto Nacional do Câncer (INCA) participa da campanha desde 2010 e busca, anualmente, trazer mais luz à causa e informar a população sobre a prevenção e o diagnóstico precoce. Para este ano, a campanha do INCA é intitulada “Câncer de mama: vamos falar sobre isso?!”.

Nosso papel, enquanto médicos, é fazer com que essas informações essenciais cheguem aos nossos pacientes para que, esclarecidos, possamos combater juntos doenças que tanto atingem mulheres e homens anualmente. Segundo dados do INCA, estima-se que no biênio 2018/19 surjam 59.700 novos casos de câncer de mama no Brasil.

 

Prevenção

Não há somente uma causa para o câncer de mama, sendo a idade um dos principais agravantes. Não existe garantia de evitar o aparecimento da doença, mas podemos incluir na rotina algumas ações preventivas:

  • Ter uma alimentação saudável;
  • Evitar o sedentarismo e praticar exercícios de forma regular;
  • Manter o peso dentro do adequado;
  • Amamentar;
  • Evitar o consumo de bebidas alcoólicas.

 

Realizando o autoexame

Para muitos diagnósticos do câncer de mama, tudo começa no autoexame, que deve ser feito com frequência mensal. Por isso faz-se tão importante que homens e mulheres conheçam suas mamas e fiquem atento a quaisquer alterações.

Devido ao fato de ser uma doença que afeta majoritariamente as mulheres, grande parte das ações e informações são focadas nesse público. Entretanto, os homens também devem estar atentos aos sinais, buscando um médico sempre que algo diferente em relação às mamas for encontrado.

  • Em frente ao espelho: posicione-se de frente e observe as mamas. Em primeiro lugar, com os baixos para baixo; Depois, com as mãos na cintura e, por fim, coloque as mãos atrás da cabeça e verifique se o tamanho, posição e forma do mamilo tem alteração. É recomendado também pressionar levemente o mamilo para ver se há secreção.
  • De pé: levante o braço esquerdo e coloque-o sobre a cabeça. Examine com a mão direita esticada. Sinta a mama com a “polpa” dos dedos (não as pontas/unhas), fazendo movimentos circulares, para cima e para baixo. Repita o movimento para a mama direita. O exame de pé pode ser feito no banho.
  • Deitado: posicione uma toalha dobrada sobre o ombro direito para examinar a mama direita. Sinta a mama com movimentos circulares enquanto a pressione de leve. Apalpe a parte externa e depois as axilas. Repita o procedimento com a mama esquerda, sem esquecer de mudar a toalha de lado.

Embora o autoexame seja adequado para encontrar nódulos ou mudança na textura e tamanho da mama, só um exame clínico poderá dar um veredito. Dessa forma, ao notar sinais suspeitos, procure um médico ginecologista ou urologista.

 

Diagnóstico

Encontrar um nódulo na mama não é um sinal definitivo de câncer de mama. Para confirmar o diagnóstico, é necessário visitar um médico especialista para exames clínicos e realizar exames de imagem, como a mamografia e o ultrassom.

Para mulheres de 50 a 69 anos, a recomendação é de que a mamografia de rastreamento seja realizada a cada dois anos. O SUS (Sistema Único de Saúde) oferece gratuitamente o exame de mamografia para mulheres de todas as faixas etárias.

Quanto mais cedo detectado o câncer de mama, maiores as chances de cura! Segundo dados da Pfizer, a probabilidade de cura na etapa inicial é de até 95%. Conheça o seu corpo e, na dúvida, procure um médico.  

Se você quer saber mais sobre o câncer de mama, o INCA fez um teste para você descobrir o quanto você realmente sabe sobre a doença. Acesse o link e confira.